Dias cruéis. Quero falar pra uma pessoa só, ela nunca disse que foi definitivo, e eu não quero que seja mesmo, mas, eu sei que não faltará muito pra ser.
Não tenho mais estômago pra falar do amor, não agora.
Eu passei por uma tempestade de problemas, e quem não tem os seus, não?
Estou aqui, nesse país estudando por causa do meu pai, quando menor, eu fazia as coisas por causa dele ou por causa da minha mãe. Eu posso contar em uma mão aquilo que fiz porque eu quis fazer.
Desde aquele dia da troca, eu já quis ficar com você, e depois, eu quis continuar com você, e depois, eu mudei por você, ainda depois, eu não aceitei o fim porque eu amo você, e pra completar eu me transformei em tantos porque era assim que eu podia ficar com você. Eu quis assim e eu sabia o que estava fazendo.
Sem dó, sem pena e sem lamurias, meu bem.
Tive que fazer uma escolha, contra minha vontade, e quando a gente escolhe, alguma coisa a gente perde.
Estou tentando fazer o máximo que eu posso pra não perder definitivamente você, amor meu, mas sem reciprocidade, os dias ficam cruéis.
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
SONETO DE SEPARAÇÃO
Vinícius de Morais
*eu, ainda lembro nitidamente, o dia que você declamou Soneto da Fidelidade, questionando o por quê de ser fiel, e trocando por LEALDADE.
Espero jamais declamar este a você.
sábado
um soneto!
Postado por Thomaz Valenzza às 22:42
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2 comentários:
Thomaz, nós tinhamos o plano de FICAR BEM, lembra?
:*
ei, ficou legal o de óculos escuro.
conto contigo meu bem.
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